Os telefones celulares têm sido o principal instrumento para mostrar ao mundo que as mulheres foram os alvos mais atingidos nos recentes confrontos na Guiné.

No último dia 28 de stembro, milhares de manifestantes se reuniram na capital, Conacri, para rejeitar a eventual candidatura do capitão Mussa Dadis Camara à eleição presidencial de janeiro. O capitão é chefe da Junta Militar que governa o país.

Segundo o New York Times, as terríveis imagens de mulheres, por vezes nuas, sendo e espancadas por soldados estão horrizando o mundo. Segundo relatos, muitas delas foram inclusive estupradas.

Mas não só as mulheres estão sendo vítimas. Vários corpos estão sendo retirados dos hospitais e depositados em lugares desconhecidos, segundo testemunhas.

Claire Ulrich, no Global Voices Online , também dá mais detalhes da situação por lá, além de postar alguns vídeos, que fazem a gente perceber que a Guiné vive um momento realmente conturbado sob o governo do capitão Camara.


I´ve been worried in the last days about the situation in Somalia.

According to the Voice of America, “local humanitarian organizations in Somalia say 145 people have been killed and another 285 injured in heavy clashes in Kismayo, Beled Weyne and the capital, Mogadishu just in September”.

Somalis are taking desperate measures to escape, like making dangerous journeys across the Gulf of Aden in rickety boats. The  number of displaced people in September reaches 17 thousand.

But the border countries are dificulting the acess of these people.  In the other hand, international humanitarian agencies can’t arrive in Somalia for helping civilian.


wikimedia commons

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Há assuntos que me despertam. Procupo-me intensamente com a questão do tráfico humano e os refugiados pelo mundo.

A Somália é um país que vejo regularmente visitando o noticiário  para destacar as ações dos  piratas somalis  sequestrando navios de outras nações .

Mas vejo pouco sendo falado a respeito dos caos que toma conta daquele país totalmente dividido.

Desde quarta-feira (30/09), os conflitos se intensificaram.

Dois grupos islâmicos, que antes lutavam juntos contra o governo de transição – Al-Shaba e Hisb-ul-Islam – agora combatem entre si, disputando o governo da cidade portuária de Kismayo.

A insegurança causada por esse conflito esta dificultando o trabalho das organizações de  ajuda humanitária.

Desesperados para escapar dessa situação crítica, cerca de  22 mil somalis têm decidido fazer uma jornada arriscada em barcos muito frágeis pelo Golfo de Aden.

Além de mortos e feridos, nos último mês houve um deslocamento de cerca de 17 mil pessoas.

Desde a queda do império Soviético, em 1991, a Somália desafia as leis da racionalidade vivendo uma guerra civil intermitente.

A União das Cortes Islâmicas e o governo somali de transição já provocaram a morte de milhares e outros milhões de refugiados.

Fonte: Voice of America



Repasso agora o apelo e questionamento da querida Fabiana Mesquita.


 

Manila, 30 de setembro de 2009
 
Queridos amigos e compatriotas, estou enviando essa mensagem a jornalistas, líderes de organizações e formadores de opinião em geral
 
É um questionamento e um apelo
Porque a mídia mundial não está dando a devida atenção a tragédia filipina até então?
Lembro-me que por ocasião do furacão Katrina, toda a mídia voltou seus olhos para um desolado país, diante da tragédia que abateu os Estados Unidos, no entanto agora, essa mesma mídia se cala diante do desastre que ocorreu nas Filipinas. Gostaria de esclarecer que o tufão Ondoy, conhecido nternacionalmente como Ketsana foi imensamente mais destrutivo que o Katrina. Temos até agora quase 300 pessoas mortas e milhares de desaparecidos. Os desabrigados somam quase 500 mil e os afetados pelo desastre chegam a um milhão
A fúria da natureza devastou a capital Manila e toda sua região metropolitana. Falta comida, água e remédios.
Estima-se que o impacto ambiental e de saúde pública será tremendo já que grande parte da região segue imersa nas águas da chuva
O furacão que acometeu esse país foi considerado o pior em 40 anos. No entanto eu abro os jornais, ligo a TV e busco na Internet e não consigo achar mais que pequenos relatos, insípidas matérias
A comunidade internacional se moveu para ajudar as vítimas do Katrina , pessoas de todo mundo sensibilzaram-se com o tsunami que abateu a Indonesia, Thailandia e outros países próximos, no entanto, sem a devida ajuda Internacional, a situação nas Filipina tende a se agravar, até porque estamos aguardando uma nova tempestade para amanhã
A Cruz Vermelha está fazendo um trabalho seríssimo mas nós voluntários estamos exaustos
Pra orgulho nosso, a comunidade brasileira está (como sempre) dando um banho de solidariedade. Atuando na coleta de materias e alimentos, colaborando na logistica de distribuição e até mesmo auxiliando no resgate as vítimas. De donas de casa, religiosos, modelos e jornalistas a funcionarios de embaixadas, todos estão numa grande corrente de solidariedade.
Onde estão os jornais e emissoras do Brasil para cobrir esse testemunho lindo do nosso povo?
SEi que o mundo vive uma crise de valores que afeta inclusive os meios de comunicação, mas como jornalista e ativista eu não poderia deixar de dar esse recado: Colegas! Olhem além das agências internacionais!! Busquem as notícias por si próprios, não percam a visão crítica.
O que acontece nas Filipinas hoje merece a atenção da imprensa. Não deixem de falar a respeito!
Não se calem! Nós somos a voz dos que não tem voz, ou ao menos acreditávamos nisso em nossos tempos de Faculdade
Abraços Solidários do lado de cá do planeta

 
Fabiana Mesquita
jornalista e arte-educadora

  
licença Creative Commons 2.0 Genérica
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  Eu nunca pensei em escrever um blog. Mas há pouco mais de três meses comecei a pensar -  e questionar – de forma mais intensa sobre a importância do que acontece no mundo. Provavelmente pela visão crítica que a formação em jornalismo oferece, há uma predisposição a cavar e cavar o porquê de alguns países, fatos ou pessoas terem um espaço restrito na mídia.

 

É claro que não sou estúpida e sei que na verdade o conceito de notícia ás vezes extrapola a questão da grandiosidade do fato, ou quantas pessoas foram atingidas pelo fato, em prol do “quem foram” as pessoas atingidas.

Não quero iniciar com um discurso demodè, de defesa dos fracos e oprimidos, mas é tão difícil fugir desse viés. Há um massacre acontecendo em Darfur, matando mais gente do que em muitas guerras, e vejo o assunto sendo pouco tratado. É claro que o Sudão não é um país que apite muito na escala hierárquica do mundo. Mas há pessoas lá. Gente! Mulheres, crianças, homens, abandonados…

A Somália é outro lugar complicado. Só aparecem as matérias sobre piratas que atingem frotas de países importantes. Mas e o abandono que a população de lá vive hoje? O quanto é tratado? A Somália é uma terra de ninguém, sem leis….E as organizações que querem ajudar, enfrentam um problema sério para conseguir cumprir seu karma, ou melhor, seu objetivo…

A  África de uma forma geral me parece muito esquecida.

E hoje, quando abri meu e-mail, vi um desabafo parecido de uma grande amiga. A Fabi, que está lá do outro lado do mundo, mas sente o mesmo abandono em relação a alguns lugares da Àsia.

E assim, começo a partir de hoje a dar prioridade nesse meu espaço para o que você não vê… Se quiser ver…




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